imagination_explosion_by_flyk

Acordou e pensou que hoje era um bom dia para matar. Fez seu plano, escolheu suas armas. Ficou quieta um tempo, arquitetou a melhor forma de triunfar.

Escreveu, palavra por palavra. Despejou ideias e sentimentos. Vestiu seus monstros com o mais alto luxo da estação para serem assassinados. Colocou todos em fila, do menor para o maior. Melhor eliminar primeiro os pequenos, dos quais nunca terá saudade.

No fim da fila, a monstra maior. A gigante, sorridente, cheia de si. A monstra estava certa de que seu melhor sorriso desarmaria aquele coração. Que suas ofertas de mundos incríveis derreteriam o gelo da morte.

Um a um, os monstros pereceram sob a mira do revólver. Para a última monstra, porém, ficou a arma mais cruel: o punhal do lento e dolorido declínio.

Foi assim, com um único golpe que ela acabou com qualquer possibilidade de ser misericordiosa com a grande, perigosa, malvada “Imaginação”, que estava prestes a parir uma outra criaturinha igualmente malévola, a quem chamaria de “Esperança”.