Nos ombros, o peso

O sonho no esquecimento

Na morte, a leveza

 

Pés fincados no vago

Cabeça flanando no vasto

E no peito a fúria de um titã

 

Síndrome de Atlas

Levar o mundo

E não percorrê-lo

 

Depois, trocar de nome

Arrancar a carga

Desfazer o árduo

 

Asas nos pés

Riso na alma

Rápidos movimentos

 

Borboleta

Passarinho

Leão alado

Mercúrio

 

Bom é mergulhar no ar

E ter mãos firmes

Onde pousar